Doença de Alzheimer

Alzheimer é hoje a forma mais comum de demência e traz prejuízos para a memória e a cognição. Trata-se de uma doença até o momento incurável, degenerativa e que afeta aproximadamente 15 milhões de pessoas pelo mundo, em sua maioria, idosos. Foi descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra e patologista alemão Alois Alzheimer e por este motivo a doença leva seu nome.

Atualmente é bastante comum ler e ouvir sobre a doença e isso se deve ao fato de o principal fator de risco ser a idade avançada. Com o aumento da expectativa de vida e o consequente aumento da população idosa, temos convivido mais com pessoas que passam a cometer pequenos esquecimentos e confusões relacionadas ao tempo/espaço, maior irritabilidade entre outros “sinais de alerta” e que levam pessoas próximas, sobretudo familiares, a perceber que há algo errado.

Aspectos genéticos também estão envolvidos- em torno de 7% – mas estudos indicam que uma vida pouco saudável e pobre em estímulos sejam os maiores causadores da doença.

O Brasil acompanha várias entidades internacionais que ao longo do mês de setembro desenvolvem ações de conscientização e orientação sobre a doença, prevenção e tratamento. O dia 21 é reconhecido mundialmente como Dia Internacional de Conscientização da Doença de Alzheimer.

Por se tratar de cuidados de longa duração e de alto custo, nem sempre a família consegue arcar com o suporte necessário e tampouco obter  auxílio satisfatório do governo. Estima-se que aproximadamente 50% da população mundial acometida de Alzheimer não chegue até os serviços de saúde ou não receba tratamento adequado.

Termos como “Mal de Alzheimer” ou “Portador de Alzheimer” devem ser evitados pois acentuam o sofrimento daqueles que desenvolvem a doença, remetendo a uma “culpa” ou responsabilidade pela doença. Assim, o mais correto é utilizar “ doença de”.

O que é Alzheimer?

Uma doença degenerativa do cérebro que leva ao comprometimento cognitivo da memória, linguagem, planejamento e habilidades visuais-espaciais, além de alterações de comportamento como apatia, agitação, agressividade ou delírios, levando à perda total da autonomia e independência.

Exige cuidados de longa duração e é incurável. Compõe-se de três fases:

 

Inicial

O indivíduo apresenta pequenos esquecimentos, troca nomes, pode apresentar desorientação no tempo e no espaço, esquece onde guardou objetos e têm dificuldade para recuperar informações recentes. Pode apresentar repetições, como contar uma mesma história por vezes.

 

Intermediária

Já se observa maior prejuízo cognitivo, aumento do esquecimento de modo geral, dificuldade para executar tarefas simples, reconhecer lugares ou pessoas.

 

Avançada

O indivíduo perde a capacidade de comunicar-se e interagir e outros órgãos são comprometidos, levando-o a complicações de saúde e exigindo atenção e cuidados permanentes.

Cada fase leva entre 03 e 05 anos variando de pessoa a pessoa e impacta a família de várias maneiras: pelo sofrimento relacionado à perda progressiva da interação com o doente ( o chamado luto em vida), impacto financeiro pelo alto custo com o tratamento e manutenção do bem-estar do doente (profissionais envolvidos e medicamentos e insumos, como fraldas e outros) e além disso, o estresse do familiar cuidador.

 

Como identificar?

Não existe ainda um exame específico que dê o diagnóstico, este é feito através de um conjunto de ações como exames clínicos, laboratoriais e de imagem, além de testes validados no Brasil para avaliar a cognição.

Deve-se tomar cuidado com falsos diagnósticos, pois há vários problemas de saúde que podem induzir ao erro já que causam problemas ( reversíveis) de memória, como infecção urinária, anemia, desidratação, depressão. O ideal é buscar um médico com bom conhecimento em demências e fazer um diagnóstico diferencial.

 

Como tratar?

Com terapias medicamentosas e não medicamentosas. Há medicamentos indicados para tratamento do Alzheimer, o médico fará as devidas orientações, de acordo com cada caso.

Estimulação cognitiva, atividades como arte terapia e musicoterapia costumam trazer muitos benefícios sobretudo aos sintomas comportamentais. Profissionais como o fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e o fonoaudiólogo são importantes para manter o idoso na fase inicial da doença pelo maior tempo possível, aproveitando o convívio familiar e executando atividades de vida diária ainda que supervisionadas por terceiro.

O cuidador também deve cuidar-se a fim de evitar estresse físico e emocional e que podem levar a doenças e à violência contra o idoso. Compartilhar tarefas, ter uma rotina estruturada e manter um tempo para dedicar a si mesmo é fundamental para que o cuidador se mantenha equilibrado e dispense cuidados de modo amoroso e responsável.

 

 

Dicas de filmes que tratam do tema:

Alzheimer na Periferia, documentário de 2018-

https://vimeo.com/ondemand/alzheimernaperiferia

Alive Inside, documentário de 2014 – http://www.aliveinside.org/film

Para Sempre Alice, drama de 2014 .

A Dama de Ferro, drama de 2011.

O Filho da Noiva, drama argentino de 2001.

Irís, drama de 2001.

 

Entidades onde você pode buscar mais informações:

ABRAZ- Associação Brasileira de Alzheimer : www.abraz.org.br

Alzheimer’s Disease International: https://www.alz.co.uk

Alzheimer’s Association: https://www.alz.org

Alzheimer’s Foundation of America: https://alzfdn.org/

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